Fashion Law

A Revolução Fashion!

Você já ouviu falar sobre o movimento global chamado “Fashion Revolution“?!

Foi um movimento criado por líderes da indústria da moda, após o desabamento de um edifício em Bangladesh no dia 24 de abril de 2013, onde 1.133 pessoas morreram e milhares ficaram feridas.

Desde então, essa “Revolução da Moda” tem o intuito de fazer com que os profissionais da área e consumidores em geral, tenham mais consciência sobre o processo de produção das suas roupas, até o pós consumo.

18289738_1566721646733578_1751084929_oEvento Fashion Revolution no Museu da Moda (MUMO) – Belo Horizonte

Encontrar processos de produção sustentáveis, práticas trabalhistas não abusivas, sem submeter trabalhadores à condição análoga a de escravo, proporcionar melhores condições de trabalho nas fábricas são alguns dos objetivos deste movimento.

Como advogada especialista em Direito da Moda e também Designer, tive a oportunidade de trabalhar esse tema no meu Trabalho de Conclusão de Curso na Universidade.

E de fato, o tema não é de simples resolução.

Nós profissionais, primeiramente, precisamos ter mais consciência de que o mundo pede inovação.

Inovação nas peças que compramos, nos materiais, tecidos, processo de produção, criação e tudo que envolva sair do “tédio em massa“.

E claro, também somos consumidores. Todos são!
E lembro, que ao realizar uma pesquisa com algumas pessoas de várias áreas do mercado para o meu TCC, perguntei se elas se preocupavam em saber como havia sido a confecção das peças que compravam… E sabe qual foi a resposta?

Não! 98% dos entrevistados não se preocupavam no momento da compra.
Alguns desconfiavam de preços muito baixos, mas isso não era motivo para desistência de levar o produto pra casa.

E isso é normal ainda de se ver. Há vários fatores interligados que interferem no nosso poder de compra, de consumo e dos produtos que estão ao nosso alcance.

O movimento é uma forma de levar esse conhecimento até você, para que então façamos nossa parte enquanto cidadãos e consumidores. O processo é lento, mas só de você estar lendo esse texto e refletindo sobre a sua próxima compra já é um começo.

Até marcas que já tiveram processos relacionados a trabalho escravo também procuraram se legalizar… E isso acaba sendo um incentivo para futuras empresas do ramo terem essa preocupação ao terceirizar a sua produção ou dentro da própria fábrica.

O mundo pede transparência!

One Comment

  • Maria Aparecida

    Nossa, que interessante saber disso…Que lindas!! Parabéns pelo tema escolhido para o trababalho de conclusão de curso, querida! Essa dupla entende de moda…Beijos!

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