Fashionsumerism

By my Hands Fashion

Vocês já conhecem a marca de moda By My Hands?

O nome surgiu de uma necessidade muito grande de fazer moda autoral pela designer e também Fashion Lawyer, Paty Barbosa, que se sentia entediada com a Indústria da Moda. E não há expressão mais autoral para dar identidade a uma marca do que a expressão em inglês, “By My Hands”, na tradução, “Feito pelas minas mãos”.

A expressão foi escolhida em inglês em função de ser uma marca que fez o caminho inverso da ordem natural das coisas. Mas, como assim?

A fundadora e estilista da marca, morou em algumas regiões do mundo, em específico o Oriente Médio e Sudeste Asiático por um período de quase 5 anos. E lá, surgiu uma vontade imensa de colocar em prática um sonho de ingressar na indústria da Moda de uma forma bem diferenciada, já que não era apenas “Passion for Fashion”, mas uma forma de criar uma marca que comunicasse com os seus consumidores.

O contato com a moda vem desde criança, já que a designer vem de uma família de costureiras da alta costura em Belo Horizonte, desenha suas roupas desde os 12 anos e sempre teve um estilo meio hipster. Em 2014, morando na Indonésia, após sair de um período de advocacia corporativa no mercado imobiliário em Dubai, resolveu criar a sua marca e lançar sua primeira coleção.

Em busca de costureiros de família, contratou um agente de moda em Jakarta, na Indonésia, mas, deparou-se com um “cenário de horror”, como ela descreve, pois caiu em inúmeras sweat shops ou grandes facções de marcas ocidentais famosas com exploração de mão de obra. Nessa ocasião presenciou um cenário de idosos e crianças trabalhando em condições deploráveis e isso tudo mudou a sua concepção acerca do conceito de fashion, aflorando o desejo de fazer uma moda diversificada.

E assim nasceu a By My Hands, uma marca em busca de caminhos sustentáveis, pois preza pelo Fair Trade, adepta ao Slow Fashion, prioriza direitos trabalhistas e humanos de seus trabalhadores. Patrícia Barbosa, leva para sua marca o que aplica no mundo jurídico com o Fashion Law, realiza o Upcycling e o reaproveitamento de tecidos e já faz parte do Movimento Fashion Revolution desde 2015, presente em vários países como França, Indonésia, Emirados Árabes e agora no Brasil, tendo a estilista como representante local no Vale do Aço, já no terceiro ano consecutivo com a sua atuação.

Vale lembrar que a marca também é Genderless, Timeless e Ageless, ou seja, aqui não há fronteiras de sexo, idade e tempo. Somos todos um!

E você? E se sua marca falasse com você? O que ela diria?

Por: Paty Barbosa
Fashion Lawyer, Designer de Moda, Empresária, Ativista pelo Fashion Revolution, Articulista e praticante do Upcycling por sua marca de roupas @bymyhandsfashion.

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