Fashionsumerism

Moda Inclusiva

Hoje, quero começar esse texto com uma indagação!
Você já se sentiu excluído? De um grupo de amigos, de um plano, de uma festa ou de um acontecimento?
Agora, imagina ser excluído socialmente e a exclusão ser uma condição, seja por sua condição física, social ou outro fator. Não há como falar em inclusão sem a rejeição. E na moda não é diferente! Setor com crescimento avassalador economicamente, mas com uma preocupação aos que vivem às margens ainda tímida.

Socialmente, a inclusão representa um ato de igualidade entre os diferentes indivíduos que habitam determinada sociedade. Assistindo uma palestra há 2 anos no Rio vi uma designer, pela primeira vez, falando de Moda Inclusiva e tudo que fora criado em torno do universo da exclusão dos deficientes físicos. Aquela designer queria realmente incluir e acrescentar coisas na vida daquelas pessoas ou inclui-las em um grupo que antes não chegavam perto de fazer parte. Cruel indústria da Moda!

Michele Simões, estilista e criadora do “Meu Corpo é Real”, afirma: “Deficientes não podem estar ali só para cumprir cota”. Michele sofreu um acidente e se tornou deficiente física e viveu (e ainda vive) na pele as dificuldades em sua rotina. “Depois do acidente, pensar em roupas não fazia o menor sentido”.
Quando ela descobriu a IZ Adaptive, marca canadense que desenvolve modelagens para pessoas com deficiência, mas que qualquer um pode usar. É nessa moda que ela disse acreditar.

Se você jogar a expressão “Moda Inclusiva” no Google, nota-se, claramente, que a expressão gira em torno da deficiência física. A expressão nasceu da necessidade dos deficientes físicos. E uma consciência por parte da indústria tem que, obrigatoriamente, ser aberta para que esta inclusão acompanhe proporcionalmente o crescimento da Moda.

Mas, instigo a uma outra reflexão: não estariam as gordas, negros, muçulmanas por exemplo, e vários outros setores que vivem as margens em busca de um pertencimento de uma indústria considerada talvez, discriminatória?

Hora de reflexão e de igualdade!

Por: Paty Barbosa
Fashion Lawyer, Designer de Moda, Empresária, Ativista pelo Fashion Revolution, Articulista e praticante do Upcycling por sua marca de roupas @bymyhandsfashion.

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