Fashion Law

Slow Week!

Slow = Devagar!
Uma semana para discutir e debater moda, ética e sustentabilidade em Belo Horizonte.

Dos dias 17 a 27 de agosto, o Museu da Moda – Mumo, recebeu uma programação dedicada ao consumo consciente e sustentável, reforçando o movimento “slow“, com palestras de diversos profissionais abordando questões de moda e sustentabilidade.

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Tive o prazer de falar sobre Fashion Law com foco no “Slow” e como o papel da sociedade como um todo influencia nessa conscientização de ética e sustentabilidade na Moda.

De fato, somos estimulados a comprar sempre, e não é à toa que o “Fast Fashion” está tão em pauta ultimamente nas mais diversas mídias. Notícias diárias de marcas que foram condenadas por trabalho análogo ao de escravo estão cada vez mais “comuns” de se ver.

Ser “slow” depende muito mais de cada indivíduo do que da fiscalização do Ministério Público do Trabalho, por exemplo. A sua atuação é sem dúvida essencial, mas enquanto os consumidores “alimentarem” as marcas que adotam tais práticas, só dificultará o combate.

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Falar sobre sustentabilidade, não envolve só o meio ambiente, e sim toda a sociedade. Você pode ser sustentável trabalhando em ações com o intuito de diminuir as desigualdades sociais, e em termos empresariais também pode cooperar com a sustentabilidade adotando atitudes éticas em relação ao meio ambiente e igualdade social.

Ou seja, a sustentabilidade está diretamente relacionada ao meio ambiente, cultura, valorização do trabalho dos profissionais da área fashion e ao papel de cada indivíduo enquanto consumidores.

É fácil? Claro que não! O ser humano é cheio de desejos e o mercado da moda é um meio sem dúvida que cria isso com frequência! Desejo de ter e de ser.

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O intuito e a solução não é NÃO comprar mais nada, até porque precisamos movimentar a economia e ter empregos, não é?!

A verdade é que não existe uma solução e uma fórmula matemática para isso, já que uma série de fatores externos afetam aqueles que também compram produtos de fast fashion, tais como poder aquisitivo e valor que cada um dá para um determinado produto.
É uma longa questão a se debater.

Diante disso, uma coisa é certa: Movimentos e eventos são de extrema importância para conscientização da sociedade, mas a maior mudança está dentro de cada indivíduo enquanto profissional e consumidor.

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Eu já comprei de fast fashion e de marcas que não são identificadas com esse estilo, mas que já foram acusadas de práticas ilícitas e tenho certeza que uma grande maioria também. E não julgo por isso, o que importa de fato é o que fazemos a respeito quando chega ao nosso conhecimento tais práticas da marca.

Continuaremos a comprar enquanto ela adotar esse modelo de produção? 

Hoje existe um aplicativo chamado Moda Livre que informa como está a classificação das marcas de moda em relação à Lei.
A C & A é uma fast fashion classificada com sinal verde, o que nos faz acreditar que cabe a cada empresa se preocupar a ser slow, mesmo sendo fast!

Sempre busco falar de marcas nas redes sociais que de fato acredito e que sei que fazem um trabalho justo!
E creio também ser válido apoiar aquelas que estão em busca de melhorar não só a sua imagem perante os consumidores, mas também uma realidade.

Fotos: Exposição Slow Week – Museu da Moda | Ph: Bárbara Vanoni

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